sábado, 19 de março de 2016

SALVO CONDUTO INCONSEQUENTE


Dilma auto-intitula Mãe dos brasileiros, em discurso proferido em 09.07.2010 na cidade de Natal [Folha de S.Paulo].

Lula autodenomina Jararaca, em seu recente pronunciamento [04.03.2016] na sede nacional do PT, em São Paulo. 


Lula foge de Sérgio Moro e encontra na sua frente Gilmar Mendes. Dilma assina a posse de Lula e esta imediatamente vê o resultado de seu ato inconsequente através do espelho de conversas telefônicas entre ambos, divulgado.
É como um homem que foge de um leão e dá de cara com um urso; ou como alguém que entra em casa e encosta a mão na parede e é picado por uma cobra, como disse o profeta Amós.
Dilma foi picada por uma serpente e como consequência, teve a desventura de ver o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil formalizar apoio ao seu impedimento no cargo.
Não bastasse este resultado, como consquência há uma enxurrada de contestações em ações contra o ato de posse do ministro-chefe da Casa Civil assim como uma assustadora pressa dos parlamentares no andamento do processo para seu afastamento do cargo, além dos vários partidos da base aliada deixando-a isolada.
Nesta sexta-feira, em decisão proferida em Mandado de Segurança, [http://politica.estadao.com.br/…/geral,gilmar-mendes-suspen…] para o Ministro Gilmar Mendes, "o telefonema gravado entre Lula e a Presidente Dilma Rousseff mostrava que os dois tinham medo que o ex-presidente fosse preso" e que "o objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão ... uma espécie de salvo conduto emitido pela Presidente da República.
Ora, afirmar que o objetivo da falsidade é incontroversamente impedir o cumprimento de ordem de prisão implica dizer que há um decreto de prisão a ser cumprido na Lava Jato, contra o ex-presidente Lula.
Como corolário, suspensa a sua nomeação e posse, e decidindo pela devolução do processo do lider petista ao juiz federal Sérgio Moro [e certamente o plenário o acompanhará nesta decisão], não é difícil concluir que Lula corre o risco de ser preso a qualquer momento.
O salvo-conduto é tipicamente expedido por um magistrado mas na hipótese em análise, nem atípico é, eis que inconsequente e expedido com requinte de usurpação.

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